você não precisa se identificar

Dr qual o melhor banco para fazer investimentos? Tenho R$ 30 mil guardados, só que não sei em qual banco deverei investir.
Bancos como veículo de seus investimentos financeiros? Cuidado, muito cuidado. Bancos são instituições sinistras, pouco confiáveis. Os personagens (hábeis atores) que trabalham em bancos, funcionando como agentes de contato direto com os clientes, os induzem a chama-los de “meu gerente” e a vê-los com conselheiros, amigos, parceiros. Pois aprenda, tal cultura e seus discursos, fazem parte de uma grande encenação, engodo, artimanha, com a única finalidade de manipular decisões financeiras dos investidores em benefício dos bancos.
Dentre todos os bancos nos quais tive contas de investismentos, o pior deles, menos confiável, foi o Banco do Brasil. Eu confiava muito no Banco do Brasil, pois ainda na infância um tio muito querido (tio Jeová) foi gerente de uma agência do B.B. e me tornou um admirador da empresa. Além disso, muitos amigos de infância se tornaram funcionários desse banco. Enfim, por várias razões eu depositava muita confiança no BB e ao chegar à vida adulta me tornei um cliente fiel.
Na agência Stilo do BB de Teresina eu era assistido por duas pessoas muito finas, jovens, gentis e sempre disponíveis, que chamarei de João e Maria. Pois bem, no final de dezembro de 2018, poucos dias antes de partir em férias, pedi-lhes que aplicassem o valor de 23 milhões de reais, que recebi pela venda que fiz de uma empresa, dizendo de maneira incisiva que fizessem uma aplicação de curto prazo com resgate imediato, para que quando retornasse da viagem eu pudesse definir uma estratégia de diversificação das alocações.
Pois bem, quando retornei de férias fui ao banco, pedi meu extrato de aplicação e descobri que todo o dinheiro havia sido aplicado pelos “meus gerentes” em debêntures (empréstimos a grandes empresas) com resgate para 2032/2036… E tem mais, eles haviam cobrado um “spread” gigantesco, bem maior que aquele cobrado pelos outros bancos. Você sabe o que é um “spread”? Eu também não sabia. Aliás, para enganar mais facilmente os clientes os bancos usam palavras em inglês, com significados indecifráveis. O “spread” vem a ser uma comissão embutida na taxa de intermediação cobrada do cliente.
Iludido, tentei vender aquelas malditos papéis. Quem disse que consegui? Ninguém os queria, a não ser por uma cotação ridícula, na qual eu perderia outros milhões.
Agendei uma reunião com os dois personagens e os pedi que explicassem aquele absurdo. Foi constrangedor: Maria choramingava e pedia desculpas. Enquanto o João enfiou o nariz no celular e dali não o afastou. Quanto mais eu os questionava, mais choramingava Maria e mais se encolhia João.
Resultado: até hoje mantenho aqueles papéis podres em minha carteira. Uma das empresas tomadoras do empréstimo já quebrou (Light).
Enfim, depois desse infortúnio me dediquei ao estudo diário das finanças, criei uma empresa de gestão financeira, chamada Duplo Jota (em sociedade com meu genial amigo Ricardo Oliveira) e passei a desconfiar de bancos, mesmo quando me mandam flores.
Respondendo sua pergunta: converse com Wesley Marcos, gerente de investimentos da CEF (86 98160-0989) e com Pedro Petruccelli da XP (81 99428-9855), pois são os únicos nos quais confio (um pouquinho). Diga-lhes que é meu amigo e precisa aplicar suas economias em renda fixa, pré-fixado. Em seguida, dedique-se ao estudo do perigoso mundo dos investimentos financeiros, onde os ingênuos viram salgadinhos de festas.


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