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Enviado por:
Usuario Anônimo 03/05/2026
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Se possível, quero a resposta de uma médica ginecologista…
Há alguns meses eu tenho sangramento no ato da relação sexual, as vezes sai muito e outras vezes sai pouquinho após o ato. Sinto que o problema só piora…
Já fiz vários tipos de tratamento indicados por profissionais e o problema continua, o que devo fazer?

É o seguinte: consultei duas colegas, ginecologistas, sobre seu caso. Em resumo, elas me disseram quase a mesma coisa:

1.Um sangramento transvaginal durante ou logo após a relação sexual nunca deve ser menosprezado, sobretudo quando está se repetindo há meses e piorando. 

2.Na maioria das vezes a causa não é grave, mas o fato de persistir apesar de tratamentos exige uma investigação mais profunda, e não apenas novas tentativas de medicação.

3.Existem muitas causas para tal condição.As causas mais comuns incluem:

-inflamação do colo do útero (cervicite)

-ectopia do colo uterino

-pólipos cervicais ou endometriais

-atrofia vaginal (principalmente após menopausa ou queda hormonal)

-infecções ginecológicas

-endometriose profunda envolvendo vagina/colo

-miomas ou alterações do endométrio

-lesões pré-cancerosas do colo uterino

-mais raramente, câncer do colo do útero, vagina ou endométrio


Isso já lhe permite entender que você precisa de consultas presenciais com ginecologista experiente, que deverá adotar o seguinte protocolo de investigação: 

  1. Exame especular minucioso do colo do útero

   Às vezes a origem do sangramento é visível ao exame.

  1. Colpocitologia/Papanicolau atualizado

   Se estiver atrasado ou inconclusivo, repetir.

  1. Colposcopia

   Muito importante quando há sangramento persistente ao contato. Ela “amplia” o colo uterino como uma lupa de precisão.

  1. Pesquisa de HPV de alto risco

   Especialmente se houver alterações no colo.

  1. Ultrassom transvaginal

   Para avaliar pólipos, espessamento endometrial, miomas etc.

  1. Dependendo do caso: biópsia do colo, histeroscopia, biópsia do endométrio.


Há um detalhe tranquilizador: mesmo quando encontramos alterações do colo uterino, muitas são tratáveis e curáveis quando investigadas cedo. O silêncio do problema é a atitude mais perigosa. 

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