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#44441
Enviado Anônimamente 03/08/2020

Dr. O senhor acredita que haverá uma vacina segura, contra o covid?

Outra dúvida, a gente sabe que é uma doença séria, mas no seu ponto de vista o senhor acredita que está havendo um exagero muito grande em torno dela? Será que estão fazendo uma tempestade em um copo (ou seria em uma jarra) de água? Ando preocupado com toda essa situação.

Estamos assistindo a uma corrida dos gigantes da indústria farmacêutica em busca de uma vacina eficaz contra o Covid19. Pfizer, Johnson&Johnson, Oxford e muitas outras empresas farmacêuticas estão divulgando noticias animadoras de que logo lançarão a tão esperada vacina. Esse é um jogo cheio de vícios e artimanhas, pois a cada divulgação positiva que faz, esses laboratórios veem suas ações subirem de valor, além de receberem verbas do governo americano, chegando algumas delas a obter valores de 20 bilhões de reais! Pessoalmente acho que a vacina contra o Covid19 terá o mesmo destino da esperada vacina contra a AIDS: nunca será obtida. Ou se obtida, terá o mesmo destino da vacina contra a gripe sazonal. Ou seja, não será eficaz contra as novas cepas virais, resultantes das mutações aleatórias. Veja o caso da tuberculose pulmonar: apesar de existir uma vacina eficaz, a cada ano quase 1 milhão de pessoas morrem de tuberculose, no mundo.


Há apenas duas maneiras de se derrotar um vírus: imunidade natural e vacinas.

Destruir empresas e empregos, obrigar todo mundo a ficar trancado em casa, e proibir as pessoas de se aproximarem, nunca foi cura para vírus em nenhum lugar e em nenhum momento da história do mundo.

Para todos os vírus que atacam humanos, nossas únicas defesas são a prevenção e o nosso próprio sistema imunológico.


Um vírus não é uma sarna, um piolho. Não há como fazer uma "guerra nacional" contra um vírus. Vírus desconsideram fronteiras, decretos, éditos, ordens políticas e, principalmente, diplomas de "especialistas".


Para a grande maioria dos vírus, nem todas as pessoas precisam ser infectadas para se tornarem imunes, e nem todas precisam de uma vacina caso ela seja descoberta. A imunidade é alcançada quando uma determinada porcentagem da população já contraiu alguma forma do vírus, com ou sem sintomas. E então o vírus efetivamente morre.


A aceitação deste fato possui implicações importantes, pois significa que a fatia vulnerável da população pode se isolar durante os dias ativos do vírus, e então voltar à vida normal tão logo a "imunidade de rebanho" tenha sido alcançada por meio da infecção de uma fatia da população não-vulnerável.


É por isso que, historicamente, o conselho médico para os idosos sempre foi o de evitar aglomerações em épocas de gripe (inverno). E é também por isso que grupos não-vulneráveis se infectarem e se curarem sempre foi algo positivo.


Entendido isso, vale enfatizar que o curso de toda epidemia depende de três condicionantes: 


1) adaptação do agente infeccioso a vários locais e climas; 


2) suscetibilidade individual e resistência imunológica; 


3) medidas preventivas e terapêuticas adequadas. 


A verdade é que, na atual pandemia, as três condições são pouco conhecidas, por falta de experiência prévia, já que se trata de um novo agente. 


Nenhuma das medidas que têm sido aplicadas possui qualquer respaldo científico. Nunca foram comparadas com outras. Representam puro palpite e deixam impunes os autores ao destruir a vida de milhões de pessoas. Ninguém é responsabilizado. Não há nenhum estudo acadêmico comprovando que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia. A única tentativa apresentada foi um modelo epidemiológico completamente fraudulento criado pelo irresponsável Neil Ferguson, do Imperial College de Londres, que previu que 2,2 milhões de americanos morreriam a menos que o governo decretasse imediatamente a quarentena de toda a população (sendo que o próprio Ferguson caiu em desgraça e renunciou). Aliás, na prática, o modelo de Ferguson era um modelo muito mais matemático que biológico. E, para completar, a instituição possui vinte anos de histórico pavoroso, e suas previsões sempre se revelaram astronomicamente erradas. A própria imprensa britânica não se cansa de ridicularizá-los.

Ou seja, os governos embarcaram em um grande experimento de controle social baseados em teorias não-comprovadas e utilizando métodos não-testados.


E, como já apontado, após quatro meses de pandemia mundial, já há evidências concretas de que o lockdown não altera o número de mortos per capita. Estatísticos não conseguem encontrar nenhuma diferença de excesso de mortalidade entre os países que se trancaram e os que não.


A política de saúde, portanto, começou errada e continua errada, prolongando o surto e, pior, suas mais maléficas consequências, citadas acima.


Eis alguns desastres:


Confinamento:

Absurdamente obrigaram as pessoas a confinarem-se em suas moradias, enquanto os parques e praças ensolarados, melhor local para combater o vírus, estão fechados, sem nenhuma explicação razoável, simplesmente porque não há explicação razoável para isso. 


Exageraram, com desavergonhado espírito de imitação, em medidas idênticas às tomadas na Europa, numa realidade climática e social diferente da nossa. Se é preciso manter um distanciamento social devido ao contágio, que se limitasse razoavelmente a presença nesses locais, com conveniente afastamento. 

Nos proíbem de andar nas lojas, nos restaurantes, academias, etc, mas permitem que passageiros se aglomerem, encostando-se em ônibus, em supermercados e em agencias bancarias superlotados.


Máscaras:

O grande engodo. Viraram padrão universal, com sua ausência sendo punida como invocação do diabo na Idade Média, verdade única inapelável. 

Leigos convertidos consideram prepotente quem não as usa na rua. 


Entretanto, essa consideração decorre de ignorância. O certo é que máscara só serve para evitar perdigotos, mas nem o mais eficiente perdigoteiro os emite a mais de um metro de distância. Então, as máscaras não têm serventia fora de aglomerações intensas. 


Lavar as mãos, manter distância conveniente, evitar contato físico muito próximo com desconhecidos é muito mais eficiente. 


Máscaras não protegem contra o vírus, como a grande mídia apregoa e, ao contrário, se a atmosfera contiver vírus, eles se concentram ao redor da boca. Para piorar, máscaras prejudicam a respiração, pois o ar expirado, rico em dióxido de carbono, é re-inalado, o que aumenta a acidificação do sangue e favorece o vírus. 

Correr de máscara, então, é um absurdo fisiológico: mais gás carbônico é absorvido em um momento em que o organismo precisa de mais oxigênio. 


Como a máscara só serve para evitar perdigoto até um metro de distância, é triste ver idiotas caminhando mascarados numa rua deserta, fazendo caminhada, pedalando bicicleta ou a usando sozinho dentro de um automóvel. É um atentado à saúde pública e ao bom senso. 


Como a ignorância é total, talvez os ferrenhos líderes que obrigam a usá-las não saibam disso. Se souberem, é má intenção para fingir que estão tomando providências.


Achatamento da curva :

Toda epidemia tem início, pico e fim. É a inexorável história natural. 


Como já dito acima, uma epidemia não cessa enquanto a maioria da população não se imuniza ou naturalmente ou por meio de vacina. 


Como não há vacina para o novo coronavírus, a epidemia não cessará enquanto o contingente populacional necessário não adquirir imunidade. 


Logo, tentar forçar um antecipado "achatamento da curva" só consegue de fato alcançar dois propósitos:


a) proteger o sistema de saúde estatal, sucateado e depredado, deixando mais tranquilos os políticos, que sempre estão pedindo "mais tempo" para aparelhar os hospitais, e que utilizam sua própria incompetência administrativa como desculpa para prolongar a quarentena (quando foi que você ouviu dizer que o SUS não estava perto da capacidade máxima?);

b) prolongar a agonia da população com uma ameaça e um pavor Infinitos.

Acreditam que é possível fugir da realidade de uma pandemia sem vítimas. 

A previsão do tal "achatamento da curva" só empurra a pandemia para a frente e é isto que está acontecendo. A OMS, além de comprometida com a China — pois escondeu a divulgação da doença, com toda a sua tranquila incompetência agora anuncia a tragédia já prevista, a segunda onda, resultado de medidas mal conduzidas.  


Agressão aos direitos humanos:

As pessoas perderam o direito à autonomia, viraram robôs conduzidos pela vontade de políticos de segunda e terceira categorias que só visam a benefícios eleitorais, eficazes na prepotência de proibir, mandar, obrigar, punir, multar. 


A desculpa de sempre é "proteger a saúde do povo". Uma clara mentira, pois, como visto, as medidas tomadas não têm a menor comprovação científica e muitos dos mais expressivos imunologistas e epidemiologistas, até prêmios Nobel, que não são ouvidos, as condenam definitivamente. 


Inacreditavelmente, há prefeituras que anunciaram multas a pessoas com mais de sessenta anos que forem flagradas cometendo o "crime" de estarem andando na rua. Essa grotesca bobagem, além de claramente inconstitucional e monstruosa, atenta contra o mais básico direito de liberdade do ser humano. Além de ignorante sobre fator de risco, não sabe ser o fator biológico (se é ou não portador de doenças crônicas debilitantes) que fragiliza a pessoa.

Ainda mais contraditório: essas mesmas autoridades que proíbem, com penas legais previstas, discriminar por raça, sexo, religião e política, não veem problema nenhum em, agora, discriminar por idade. Para eles, isso, agora, não só é permitido como também virou compulsório.  


Nenhum decreto, a que título for, pode retirar direito constitucional. Dizem proteger os velhos, mas apenas os estigmatizam. Se o objetivo fosse proteger por grupo de risco, então deveriam identificar e proibir a circulação de hipertensos, diabéticos, sedentários, enfisematosos, fumantes, bronquíticos, cardiopatas e outros com maior risco do que a idade (mas, por favor, não vamos dar-lhes tal sugestão!). 


Quase todos os velhos que contraem coronavírus e desenvolvem sintomas graves são os muito idosos, incapacitados, amontoados em asilos, isolados; e não os que caminham na rua. (Curiosidade: no estado de Nova York, 88% dos hospitalizados com forma grave de Covid-19 estavam cumprindo a quarentena horizontal - 66% em casa e 22% em asilos e casas de repouso).


Com efeito, a maioria das pessoas no comando de grandes empresas, nos postos mais altos do governo, nos ministérios, no parlamento, no judiciário, nas universidades encontra-se na faixa etária considerada "de risco", até o presidente da república. Como a lei é igual para todos, deveriam ir para casa. Terão coragem de multar o Presidente da república, com seus 66 anos, desembargador de 65 anos, o deputado de 70, o empresário de 75, o coronel de 61, o médico de 80? 


A pergunta é claramente retórica, pois receberiam um processo por assédio moral, constrangimento ilegal e abuso de autoridade. 


Custo social:

Desvirtuando a história natural de uma epidemia – para se protegerem das denúncias de desvio de recursos —, querem evitar o inevitável, fazendo a imensa maioria da população desassistida pagar uma conta que não contraiu. 


Empresas falidas, desemprego e desesperança geram outros males, como vimos, e provocam mais mortes. Funcionários públicos que estão em casa em férias remuneradas (não é culpa deles) não sentem o problema da imensa maioria de ambulantes, diaristas, ocasionais, particulares, informais, empregados que vivem do dia a dia e que agora ficaram sem renda em decorrência do desligamento compulsório da economia ordenado por prefeitos e governadores. 


Não é justo amarrar essas pessoas em diretrizes experimentais, como são a quase totalidade das medidas tomadas contra a pandemia. Bastaria controlar efetivamente a frequência em locais mais procurados — shoppings, bares, restaurantes, lojas — com um suficiente afastamento, sem matar as pessoas de fome. 


Tantos despropósitos praticados por governantes despreparados causam mais malefício social do que o próprio vírus, que é algo grave e que precisa ser combatido, mas com competência e com inteligência.


É claro que, quando ficarem demonstrados todos os equívocos de conduta, para a época atual comparáveis ao tratamento da peste em 1629, talvez, no máximo, pedirão algumas desculpas e dirão que não avaliaram bem as circunstâncias. Mas será impossível consertar todo o estrago feito. 


A população, obediente e crente, ficará com as máscaras nas mãos.

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